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Do que fica

Comentei aqui algumas vezes que estava com alguns problemas no trabalho, mas que felizmente eles estavam quase que totalmente resolvidos. O fato mexeu com um orgulho idiota que não sabia que tinha, mas, como bem disse o mestre, é vivendo que se aprende. Pois vivi, e aprendi uma lição daquelas.

Das mudanças

O inverno está chegando e, ao contrário do ano passado, neste não terei férias, então nada de dormir até mais tarde para aproveitar ao máximo o calor debaixo do cobertor.

Creio que já falei aqui que fui transferido, então, neste ano enfrento um novo local de trabalho e tenho de me adaptar a novas pessoas e situações, algo bem diferente do ano passado. Mas não deveria reclamar, pois não acredito que minha transferência tenha sido motivada por qualquer tipo de represália, mas tenho direito íntimo e inegável de me sentir menosprezado, e estou fazendo bom uso dele.

No banco

Ontem fiz uma nada feliz visita a um banco. Pra resumir a história, cheguei às 11:20 e saí por volta das 15:00, mas o que interessa neste post não sou eu.

Enquanto esperava o sistema decidir trabalhar - ah, como é bom culpar o sistema! - surgiu um rapaz, negro, de uns 28 anos e deficiente físico. Ficou de pé no meio da sala por uns 10 minutos até alguém decidir atendê-lo, e, depois de ter de repetir algumas vezes o que queria, pois a atendente não conseguia entender o que ele dizia, já que ele também apresentava dificuldade para falar, ficamos sabendo, todos, pois a atendente começou a falar absurdamente alto, que ele procurava informações sobre o Bolsa Atleta. 

A atendente então olhou para seus colegas como que dizendo "e agora?", até que a aconselharam a mandá-lo subir para o 1° andar e procurar fulano de tal. Pouco depois também fui mandado para lá.

Ponto final

Quando acaba fica um vazio.

Esta afirmação é óbvia porém muito estranha. Ansiei enormemente me ver livre da faculdade, de monografia defendida, e pronto para novos rumos, mas agora que conquistei tudo isso me sinto vazio. Me desligar de um ambiente no qual passei 4 anos de minha vida é mais difícil do que imaginava, mesmo com todos os tropeços e problemas que surgiram no caminho, com todas as perocupações e noites mal dormidas.

Cursar uma fauldade foi como arir um filho, e tenho que voltar um pouco no tempo, até a noite de ontem, para abordar - e, assim espero, encerrar -  um assunto que apareceu diversas vezes nos últimos posts aqui do blog: a monografia.

Ontem foi o dia da minha defesa. Fiquei muito nervoso, com medo de que tudo desse errado, mas até que foi bem suave. Falei o que tinha para falar, e até muito mais que o planejado nas considerações finais, dei suporte ao meu colega de mono, assim como ele me suportou e resistimos bravamente à sabatina.

Depois de posto porta afora já estava bem mais leve e com um sentimento de dever cumprido - ainda que não soubesse se bem cumprido, e ao entrar novamente na sala, agora cheia de gente - meus fiéis, intrépidos e inseparáveis companheiros - recebi a melhor notícia de todas. Meu companheiro e eu fomos aprovados com nota máxima: 10. 

Não esperava, jamais, tirar a nota máxima. O trabalho escrito cadê a modéstia estava muito bom, mas a apresentação foi tensa, graças a minha nada louvável dicção de ex-gago, então foi uma grata surpresa.

Creio que meu pai, por tudo que fez, se sentiria orgulhoso. Assim como minha monografia, dedico tudo o que conquistei à ele, que muito fez, mas pouco viu.

É a vida

Dias como o de hoje me fazem detestar meu trabalho. Tive de desempenhar uma de minhas atribuições, que, sem sombra de dúvida, odeio profundamente.

Não é fácil encarar um pai jovem - pouca coisa mais velho que eu,  de olhos vermelhos, voz baixa, quase um sussurro e uma tremenda cara de derrota, - sentado na sua frente, negociando o pagamento do serviço de sepultamento de uma filha que nem chegou a nascer.

Não é humano olhar no fundo daqueles olhos, citar a lei que institui a cobrança e dizer um preço.

É terrível, mediante o espanto, devido ao alto valor cobrado, oferecer um parcelamento.

Me sinto menos humano, quase lixo.

Lembro dos momentos nos quais reclamo da minha vida e percebo o quanto eu sou feliz, e burro, por não perceber isso sempre.

É a vida.

Cinco considerações acerca da chuva


Se por acaso acontecia um momento de silêncio, ouvia-se lá fora uma música mais monótona ainda: a chuva grossa caindo.
- Chuva Crioula, de José Mauro de Vasconcelos (Fonte)



  1. Tempo chuvoso é ruim para trabalhar, mas perfeito para ficar em casa;
  2. Por maior que seja o guarda-chuva, você sempre molha o bico do sapato;
  3. Jane Eyre é o romance ideal para se ler em dias de chuva. Se bem que tem de ser alguns dias de chuva;
  4. Dias chuvosos são as ocasiões perfeitas para se descobrir que seu sapato está furado, porém as menos desejáveis;
  5. A chuva tira toda a minha pouca inspiração para escrever.

Cai o pano

A transmissão do funeral de Michael Jackson estava começando na Globo quando a entregadora dos Correios bateu palmas em frente minha casa. Como não é uma data habitual para correspondências - todas as faturas e boletos já chegaram, rsrs, e de qualquer modo seriam colocados na caixinha, e não entregues em mãos - fui atender meio ansioso. Caixinha de papelão com algumas partes azuis só querem dizer uma coisa: encomenda do Submarino. Assinei ao recibo, e entrei correndo em casa, apesar de saber do que se tratava estava ansioso, não era para ser entregue agora, a previsão estava para o dia 29, mas o Submarino mostra mais uma vez que ruleia no assunto.

A primeira vez que tive a intenção de comprar um cd do Michael Jackson foi há uns dois meses, quando estava "perambulando" pelas prateleiras da seção de cd's da Americanas, e vi uma edição especial de Thriller a de 25º aniversário, que vinha com um DVD. Graças ao preço um pouco salgado (que, de antemão, sabia que seria plenamente coberto pelo custo-benefício) tive de deixá-lo lá, mas fiquei com a idéia na cabeça.

Com a morte repentina de Michael milhares de fãs correram para as lojas - mesmo que as de downloads - para comprar as obras do artista, fato que o catapultou, depois de muito tempo, ao topo das paradas americana e britânica. Fui movido, em parte, pelo mesmo impulso, já tinha a intenção de comprar um álbum, o fato da morte somente acelerou o processo.

Voltei às Americanas na segunda-feira após a morte, mas não havia restado mais nada, pelo visto meu caso não era um fato isolado de uma onda que estava passando pelos EUA e Europa, parece que mesmo aqui, nas profundas do interior de São Paulo, as pessoas tiveram (ou foram impelidas) pelo mesmo impulso, o de prestar uma homenagem - ou compensar uma falta - comprando os álbuns do cantor. Voltei pra casa de mãos abanando.

Se as lojas físicas estavam em falta, apelei para as online, mas nas maiores redes de varejo eletrônico do país os álbuns do cantor também estavam esgotados, a não ser edições importadas, tarifadas com todo o peso do firme pulso e forte mão tributária do governo. Minha única opção era apelar para a pré-venda, foi o que fiz alguns dias depois, quando o Submarino disponibilizou esta opção aos seus clientes (alguns dias depois da Saraiva). Reservei Dangerous, álbum de 1991, tido como o segundo maior sucesso comercial do cantor, e, claro, Thriller.

Os álbuns, que estava esperando para o fim do mês chegaram hoje, mesmo dia da despedida dos fãs ao cantor.

De tudo o que foi dito, especulado e inventado após a morte de Michael Jackson, creio que a síntese do que realmente importa foi dita hoje, no final da cerimônia, por sua filha, Paris Michael Katherine Jackson:

"Só queria dizer que, desde que eu nasci, o papai foi o melhor pai que eu poderia imaginar. Só queria dizer que eu te amo tanto".

Como comprar um tênis

Tenho uma certa dificuldade em fazer compras. O motivo é simples: me falta paciência para a contemplação daquilo pelo que não me interesso. E não é falta de bons professores, minha mãe é capaz de ficar um bom tempo escolhendo uma roupa ou sapato, ela continua olhando mesmo depois de já ter feito sua escolha. Bem que poderia ser, neste aspecto, mais parecido com ela.

Alguns dias atrás fui comprar um tênis. Uma coisa normal se se tratasse de uma pessoa normal fazendo compras. Mas era eu. Até que me saí bem na escolha do modelo, uma vez que já saio de casa com uma idéia pré-estabelecida do que quero comprar, então é só buscar nas vitrines algo que se adéqüe a esta idéia. Mas então começam as complicações: calçados, assim como tudo que diz respeito a vestimenta, são numerados, então é bom você saber o número do seu calçado, ou será obrigado a olhar na sola do mesmo para ver o tal número e perceber que o local onde deveria estar escrito o número está gasto e ilegível. Então você terá duas opções: ligar para a mãe perguntando o número ou chutar. Foi o que fiz. 42.

Por incrível que possa parecer acertei. Um tênis 42 me serve perfeitamente. No pé esquerdo. Sim, por que, em casa, descobri que meu pé direito deve ser 43, se não maior. Então recomendo que experimente os dois pés, para evitar surpresas desagradáveis, e a ficar de pé, pois assim pode ter uma idéia melhor do conforto que sentirá ao usar o calçado. E use meias do tipo que usará com aquele tênis: como é comum nas sapatarias, sempre te oferecem uma meia para provar o calçado (cuidado com micoses e outras doenças de pele), mas esta meia quase sempre é social, muito mais fina que uma meia esporte, assim, um tênis que lhe sirva perfeitamente com uma meia social pode ficar um pouco desconfortável numa meia esporte. E tênis com meia social não dá. Assim como não dá ir comprar um tênis com uma meia furada, como eu fui.

Hoje voltei à loja para fazer a troca do tênis, com minha mãe. Melhor assim. Como também tinha que comprar camisas novas achei melhor trazê-la, para evitar maiores transtornos. Isso evitaria, por exemplo, um post sobre como comprar camisas. Posts assim são chatos, mas talvez necessários para que outras pessoa que odeiam a contemplação do que não importa tanto, como eu, não cometam o mesmo erro.

Sintetizando:

Ao comprar um sapato saiba qual seu número, vá com uma meia ‘ok’, prove os dois pés e fique de pé.

As coisas para mim poderiam ser mais simples, se eu não fosse tão complicado.

A incrível arte de se comprar um livro, ou quase

Semana retrasada vi um teste no Esterança que prometia indicar qual livro a pessoa era. Fiz o teste, como contei aqui, e o resultado dizia que eu era A Paixão Segundo GH, de Clarice Lispector. Nunca li "A Paixão", fiquei curioso em conhecer um livro que me é, ou que eu sou, ou raios que o sejam, ainda mais porque, no resultado do teste, minha personalidade foi descrita quase que com exatidão.




Na primeira oportunidade de ir a uma livraria, leia-se "na primeira vez que fui a Presidente Prudente", aproveitei para comprar um exemplar, ou melhor, tentar. Como bom leitor preferi procurar o livro sozinho, dispensando a atendente. Gosto de perambular pelas prateleiras, às vezes você até encontra algo interessante que nem sabia que existia, e é uma forma saudável de gastar o tempo até dar o horário do ônibus. Pois bem, de Clarice Lispector só encontrei um exemplar surrado, com as páginas amarelecidas de A Hora da Estrela. Nada mais.

Com o tempo esgotando chamei a atendente e lhe perguntei se não tinham um exemplar de "A Paixão", ela fez cara de pensativa, como se estivesse buscando no fundo da alma não se tinham o livro, mas se conhecia o livro, até que respondeu, com uma expressão mortificada, que não. Perguntei então se não tinham alguma coisa da Clarice Lispector, ela me olhou, parou, pensou, e disse não. Nem A Hora da Estrela, eu perguntei, e ela, mais uma vez, disse não. Mas, apressou-se em dizer, temos o Lua Nova, da Stephenie Meyer.


Gota d'água.

Talvez ela tenha achado que era um substituto à altura, talvez tenha apenas pensado em fazer a venda de um livro que tem um hype gigantesco, e ocupa, sozinho, toda uma prateleira por aqui. Não sei.


Sempre tive a convicção, e o episódio só a fez aumentar, de que quem trabalha em livraria obrigatoriamente tem que gostar de livros, de ler, e conhecê-los. Ao menos por aqui os donos de livraria utilizam um critério estranho para admissão de estagiários: eles têm de estar cursando o curso de letras. Como se cursar letras fizesse do cara um amante da leitura, e, pior, fosse um atestado inegável disso.

Não estou julgando a qualidade de Lua Nova, ainda não li nehum livro da série - mas pretendo fazê-lo - só estou dizendo que foi uma sugestão inusitada frente ao livro que estava procurando. Como diria minha professora de cultura brasileira, a alienação cultural só tem aumentado com a globalização, e tende a piorar.

Mas não desisti de A Paixão Segundo GH. Ainda terei a oportunidade de ler o livro que me é, ou que eu sou ou sejá lá o que ele for.

Não, eu não aprendi a dizer adeus!

Hoje passei por uma situação complicada.

Explico.

Aqui em casa tínhamos dois cachorros, Dragão, um vira lata, e Freud, um boxer. Pra mim dois já eram demais, porém meu irmão queria mais um. Fui contra toda a vida, mas ele acabou comprando uma cadela boxer, que, nem preciso dizer, me pegou de jeito num instante.

Me afeiçoei rapidamente. Leoa - era esse o nome dela - chegou aqui com 30 dias de vida, recém acabada de desmamar, nem imaginava que fosse gostar tanto daquela coisinha pequena, fedendo a baba de cadela. Pode parecer estranho, mas ela era bonita de tão feia, com o maxilar beeeem avantajado, e uma orelha sempre ereta, enquanto a outra pendia sobre a cabeça.

É, mas nem tudo são flores.

Os outros cachorros, Dragão e Freud, que antes conviviam pacificamente, passaram a brigar ferozmente pela "posse" da Leoa, se engalfinhando no quintal, não podiam nem se ver que já começavam a rosnar, muitas das vezes partiam para brigas onde pelo menos um terminava sangrando as bicas.

Sem que os animais entrassem num acordo, nós, humanos porém não menos animais, tivemos que tomá-la, e não foi outra senão a pior possível: doar a Leoa.

Buscaram-na hoje, enquanto estava no trabalho. Foi melhor assim. Ficam as fotos, e as lembranças daquela que me recepcionava no portão todos os dias, e que lambia meus pés irritantemente quando eu saía do banho.








Só espero que cuidem dela, e a amem, como a amei.

Google, guia-me


Semana passada utilizei pela primeira vez o famigerado Google Maps, foi necessário para encontrar uma determinada assistência técnica (autorizada Philips) para levar meu DVD Player, e como nenhum amigo me sabia informar onde ela ficava, recorri ao Maps.

Primeira reclamação vai pra Philips: sendo uma marca tão conceituada, como credenciar como assistência autorizada uma eletrônica que ninguém sabia sequer onde ficava? Talvez eles considerem que seus clientes nunca terão a necessidade de procurar a assistência, talvez por isso ela disponibilize no Termo de Garantia que acompanha o produto apenas o número do telefone da assistência, nada de nomes ou endereço. Não sei se há uma lei que os obrigue a discriminar o nome/endereço da(s) assistência(s) autorizada(s), e infelizmente a colega que trabalha no Procon aqui não está na sala dela (e dela, reclamo pra quem? :P ).

Prossigamos, não sem antes deixar uma imagem de como é a experiência de se assistir a um DVD num DVD Player da marca.


Um prêmio pra quem adivinhar o nome do filme.

Já que o problema existia, e o produto ainda estava na garantia, resolvi procurar logo a assistência. Entrei em contato por telefone (fui muito bem tratado, por sinal) e me deram seu endereço. Meus amigos, já disse, não souberam me dizer onde ficava, fiz o que todo nerd que se preze faria: fui ver no Maps.

A ferramenta é de fácil utilização, basta clicar em "Como Chegar", inserir os endereços de partida e destino, e escolher se quer visualizar a rota do percurso à pé ou de carro. Foi o que fiz, inseri como endereço de origem o terminal onde desembarcaria - Avenida Brasil, 1380, e como destino, obviamente, o endereço da assistência - Rua Quinze de Novembro, 1935, rota à pé. Este foi o resultado que o Google Maps me apresentou (A: origem, B: destino).


Este é o resultado real, que o Google Maps DEVERIA ter exibido. Eu o consegui alterando a rota manualmente, sem deixar espaços para equívocos, pois a assistência fica uma quadra antes de uma importante avenida da cidade, na rua Quinze de Novembro.


Agora vamos comparar.

Com a rota by Google Maps, levaria 35 minutos para percorrer um trajeto de 2,8km.


A rota correta, percorreria 1,3km em 15 minutos, ou seja, 3km a menos (considerando ida e volta).

Pois bem. O problema maior, é que só constatei o erro ao chegar no local indicado pelo Maps e perceber que ali não havia eletrônica nenhuma, ao contrário, estava no fim do mundo, já tinha atravessado todas as camadas da civilização: o centro bem desenvolvido, a zona comercial, a zona residencial, os condomínios de classe média alta, os bairros mis antigos, com umas casinhas decrépitas porém interessantes, e o mais alarmante, a cerca de arame liso que só indica uma coisa: "Depois daqui, pasto!"Posso dizer que cheguei ao extremo desta grande e limpa capital regional, sim pois, já que a eletrônica não estava no lugar indicado, decidi seguir em frente, para não ter que voltar depois. Foi então que vi a cerca.

Cansado, fodido e mal pago como estava naquele calor dos infa que é Presidente Prudente, uma idéia me passou pela cabeça: se onde me encontrava a numeração das casas estava na ordem da primeira centena e diminuindo conforme eu avançava, a eletrônica (#1935) estava muito, mas muito pra trás.

Fazer o quê? Voltei, e andei. Muito.

Segundo cálculos aproximados e aprofundados na exata proporção em que o trauma da experiência permite, devo ter andado uns 6km além do estritamente necessário. Mas aprendi uma lição importante:

Sabe a tiazinha varrendo a calçada, ou o tiozinho na esquina? Nenhum deles é bilionário, tampouco ambiciona indexar todo o conteúdo do mundo, mas podem te indicar o caminho certo com muito mais competência que o Google.
E o #Maps? No more...

Promoção Bombom Natal Nokia


A Nokia está com uma promoção bacana para este fim de ano, a Bombom Natal Nokia. Para participar, basta comprar um dos seguintes modelos de celulares: Nokia 3600, 5310, 5200, 6555, 7610, 6600, 6210, 5220, 3120, 6120, E51, 5610, E71, E66, N95, N95 8GB, N96, N73, N78. Com a nota fiscal na mão, é só ir até uma loja Kopenhagen preencher o cupom que dá direito a um vale compras de R$70 e escolher os produtos. O melhor de tudo é que não é sorteio. Comprou um desses modelos, ganhou. Claro que há uma data e um estoque limite, mas como o mundo é dos espertos, ganha quem comprar e ir o quanto antes retirar seu cupom.

Sábado passado comprei um Nokia N73 nas Lojas Americanas, porém, a maldita da vendedora da Oi não me disse nada sobre promoção alguma, fiquei sabendo meio que por acaso, zapeando na net. Mas não guardo rancores.

Levantei hoje as 7 da manhã em pleno recesso no trabalho e fui esperar o "busão", incentivado por minha mãe que dizia: "Meu filho, são $70, vai desperdiçar assim?". Não, não iria. Tudo bem o "busão" ter atrasado 35 minutos, tudo bem ter pego um total de 120km de estrada (ida e volta), tudo bem ter gasto R$20,95 com passagens e alimentação, tudo bem por Presidente Prudente estar tão quente como sempre, tudo bem.

Foi um pouco difícil encontrar a loja da Kopenhagen no shopping, ela encolheu com os anos, num estranho contraste com a rede Cacau Show, que tem hoje 3 unidades por aqui, lojas 2 vezes maiores e com 3 vezes mais atendentes. E sim, a Cacau Show estava mais movimentada.

Bom, entrei na loja que fica na alameda Daslu, ( Kopenhagen, Carmen Steffens, Adidas, Levi's, não me recordo se necessariamente nesta ordem), a atendente alinhada como uma aeromoça me atendeu com um sorriso no rosto, que desapareceu logo que disse que estava ali por causa da promoção da Nokia. Não sei se foi imaginação minha ou ela me olhou dos pés a cabeça ( agora me pergunto se ela não olhou para a caixa registradora com o canto do olho), imagino que tenha pensado "Um caça-brindes". Se ela tivesse pensado alto teria respondido "Acertou minha senhora" na boa, sem neuras ou stress.

Depois de ela me explicar a promoção parecendo uma atendente de telemarketing, me disse que eu poderia ficar à vontade e escolher. Eu não presto. Me lembrei no ato do desânimo causado pela minha presença se dever à promoção, lancei algumas inocentes palavras no ar: "Caso queira, posso escolher mais produtos e complementar o valor?". Há! Vai sorrir assim no Tibet! Se 3/4 da Terra é composto de água 4/3 do rosto daquela mulher era um sorriso de "aumentar-se-à minha comissão", ela inclusive chamou uma outra vendedora para que me mostrasse os produtos. Eita falsidade!

Feliz com meu sarcasmo, passei a escolher meus produtos, auxiliado pela outra vendedora. Não demorei muito, tinha que pegar o "busão" de volta. Optei por uma caixa Special com 12 unidades (3 deles derreteram sob o sol prudentino) e um panettone. Coisa muito, mas muito boa mesmo, é preciso dizer.

Foi um dia diferente, em que extrapolei meus limites, tá certo que faço Ciências Contábeis, mas tinha que ser tão Scrooge assim, e sofrer tanto por R$70? É como dizem, vivendo e aprendendo, nem sempre entendendo.

Ponto pra Nokia. Ponto pra Kopenhagen. Aqui você vê o regulamento da promoção.