Do que fica
Das mudanças
No banco
Ponto final
Esta afirmação é óbvia porém muito estranha. Ansiei enormemente me ver livre da faculdade, de monografia defendida, e pronto para novos rumos, mas agora que conquistei tudo isso me sinto vazio. Me desligar de um ambiente no qual passei 4 anos de minha vida é mais difícil do que imaginava, mesmo com todos os tropeços e problemas que surgiram no caminho, com todas as perocupações e noites mal dormidas.
Cursar uma fauldade foi como arir um filho, e tenho que voltar um pouco no tempo, até a noite de ontem, para abordar - e, assim espero, encerrar - um assunto que apareceu diversas vezes nos últimos posts aqui do blog: a monografia.
Ontem foi o dia da minha defesa. Fiquei muito nervoso, com medo de que tudo desse errado, mas até que foi bem suave. Falei o que tinha para falar, e até muito mais que o planejado nas considerações finais, dei suporte ao meu colega de mono, assim como ele me suportou e resistimos bravamente à sabatina.
Depois de posto porta afora já estava bem mais leve e com um sentimento de dever cumprido - ainda que não soubesse se bem cumprido, e ao entrar novamente na sala, agora cheia de gente - meus fiéis, intrépidos e inseparáveis companheiros - recebi a melhor notícia de todas. Meu companheiro e eu fomos aprovados com nota máxima: 10.
Não esperava, jamais, tirar a nota máxima. O trabalho escrito
Creio que meu pai, por tudo que fez, se sentiria orgulhoso. Assim como minha monografia, dedico tudo o que conquistei à ele, que muito fez, mas pouco viu.
É a vida
Cinco considerações acerca da chuva

Se por acaso acontecia um momento de silêncio, ouvia-se lá fora uma música mais monótona ainda: a chuva grossa caindo.
- Tempo chuvoso é ruim para trabalhar, mas perfeito para ficar em casa;
- Por maior que seja o guarda-chuva, você sempre molha o bico do sapato;
- Jane Eyre é o romance ideal para se ler em dias de chuva. Se bem que tem de ser alguns dias de chuva;
- Dias chuvosos são as ocasiões perfeitas para se descobrir que seu sapato está furado, porém as menos desejáveis;
- A chuva tira toda a minha pouca inspiração para escrever.
Cai o pano
A primeira vez que tive a intenção de comprar um cd do Michael Jackson foi há uns dois meses, quando estava "perambulando" pelas prateleiras da seção de cd's da Americanas, e vi uma edição especial de Thriller a de 25º aniversário, que vinha com um DVD. Graças ao preço um pouco salgado (que, de antemão, sabia que seria plenamente coberto pelo custo-benefício) tive de deixá-lo lá, mas fiquei com a idéia na cabeça.
Com a morte repentina de Michael milhares de fãs correram para as lojas - mesmo que as de downloads - para comprar as obras do artista, fato que o catapultou, depois de muito tempo, ao topo das paradas americana e britânica. Fui movido, em parte, pelo mesmo impulso, já tinha a intenção de comprar um álbum, o fato da morte somente acelerou o processo.
Voltei às Americanas na segunda-feira após a morte, mas não havia restado mais nada, pelo visto meu caso não era um fato isolado de uma onda que estava passando pelos EUA e Europa, parece que mesmo aqui, nas profundas do interior de São Paulo, as pessoas tiveram (ou foram impelidas) pelo mesmo impulso, o de prestar uma homenagem - ou compensar uma falta - comprando os álbuns do cantor. Voltei pra casa de mãos abanando.
Se as lojas físicas estavam em falta, apelei para as online, mas nas maiores redes de varejo eletrônico do país os álbuns do cantor também estavam esgotados, a não ser edições importadas, tarifadas com todo o peso do firme pulso e forte mão tributária do governo. Minha única opção era apelar para a pré-venda, foi o que fiz alguns dias depois, quando o Submarino disponibilizou esta opção aos seus clientes (alguns dias depois da Saraiva). Reservei Dangerous, álbum de 1991, tido como o segundo maior sucesso comercial do cantor, e, claro, Thriller.
Os álbuns, que estava esperando para o fim do mês chegaram hoje, mesmo dia da despedida dos fãs ao cantor.
De tudo o que foi dito, especulado e inventado após a morte de Michael Jackson, creio que a síntese do que realmente importa foi dita hoje, no final da cerimônia, por sua filha, Paris Michael Katherine Jackson:
"Só queria dizer que, desde que eu nasci, o papai foi o melhor pai que eu poderia imaginar. Só queria dizer que eu te amo tanto".
Como comprar um tênis
Tenho uma certa dificuldade em fazer compras. O motivo é simples: me falta paciência para a contemplação daquilo pelo que não me interesso. E não é falta de bons professores, minha mãe é capaz de ficar um bom tempo escolhendo uma roupa ou sapato, ela continua olhando mesmo depois de já ter feito sua escolha. Bem que poderia ser, neste aspecto, mais parecido com ela.
Alguns dias atrás fui comprar um tênis. Uma coisa normal se se tratasse de uma pessoa normal fazendo compras. Mas era eu. Até que me saí bem na escolha do modelo, uma vez que já saio de casa com uma idéia pré-estabelecida do que quero comprar, então é só buscar nas vitrines algo que se adéqüe a esta idéia. Mas então começam as complicações: calçados, assim como tudo que diz respeito a vestimenta, são numerados, então é bom você saber o número do seu calçado, ou será obrigado a olhar na sola do mesmo para ver o tal número e perceber que o local onde deveria estar escrito o número está gasto e ilegível. Então você terá duas opções: ligar para a mãe perguntando o número ou chutar. Foi o que fiz. 42.
Por incrível que possa parecer acertei. Um tênis 42 me serve perfeitamente. No pé esquerdo. Sim, por que, em casa, descobri que meu pé direito deve ser 43, se não maior. Então recomendo que experimente os dois pés, para evitar surpresas desagradáveis, e a ficar de pé, pois assim pode ter uma idéia melhor do conforto que sentirá ao usar o calçado. E use meias do tipo que usará com aquele tênis: como é comum nas sapatarias, sempre te oferecem uma meia para provar o calçado (cuidado com micoses e outras doenças de pele), mas esta meia quase sempre é social, muito mais fina que uma meia esporte, assim, um tênis que lhe sirva perfeitamente com uma meia social pode ficar um pouco desconfortável numa meia esporte. E tênis com meia social não dá. Assim como não dá ir comprar um tênis com uma meia furada, como eu fui.
Hoje voltei à loja para fazer a troca do tênis, com minha mãe. Melhor assim. Como também tinha que comprar camisas novas achei melhor trazê-la, para evitar maiores transtornos. Isso evitaria, por exemplo, um post sobre como comprar camisas. Posts assim são chatos, mas talvez necessários para que outras pessoa que odeiam a contemplação do que não importa tanto, como eu, não cometam o mesmo erro.
Sintetizando:
Ao comprar um sapato saiba qual seu número, vá com uma meia ‘ok’, prove os dois pés e fique de pé.
As coisas para mim poderiam ser mais simples, se eu não fosse tão complicado.
A incrível arte de se comprar um livro, ou quase

Não, eu não aprendi a dizer adeus!
Aqui em casa tínhamos dois cachorros, Dragão, um vira lata, e Freud, um boxer. Pra mim dois já eram demais, porém meu irmão queria mais um. Fui contra toda a vida, mas ele acabou comprando uma cadela boxer, que, nem preciso dizer, me pegou de jeito num instante.
Me afeiçoei rapidamente. Leoa - era esse o nome dela - chegou aqui com 30 dias de vida, recém acabada de desmamar, nem imaginava que fosse gostar tanto daquela coisinha pequena, fedendo a baba de cadela. Pode parecer estranho, mas ela era bonita de tão feia, com o maxilar beeeem avantajado, e uma orelha sempre ereta, enquanto a outra pendia sobre a cabeça.
É, mas nem tudo são flores.
Os outros cachorros, Dragão e Freud, que antes conviviam pacificamente, passaram a brigar ferozmente pela "posse" da Leoa, se engalfinhando no quintal, não podiam nem se ver que já começavam a rosnar, muitas das vezes partiam para brigas onde pelo menos um terminava sangrando as bicas.
Sem que os animais entrassem num acordo, nós, humanos porém não menos animais, tivemos que tomá-la, e não foi outra senão a pior possível: doar a Leoa.
Buscaram-na hoje, enquanto estava no trabalho. Foi melhor assim. Ficam as fotos, e as lembranças daquela que me recepcionava no portão todos os dias, e que lambia meus pés irritantemente quando eu saía do banho.
Só espero que cuidem dela, e a amem, como a amei.
Google, guia-me

Prossigamos, não sem antes deixar uma imagem de como é a experiência de se assistir a um DVD num DVD Player da marca.
A ferramenta é de fácil utilização, basta clicar em "Como Chegar", inserir os endereços de partida e destino, e escolher se quer visualizar a rota do percurso à pé ou de carro. Foi o que fiz, inseri como endereço de origem o terminal onde desembarcaria - Avenida Brasil, 1380, e como destino, obviamente, o endereço da assistência - Rua Quinze de Novembro, 1935, rota à pé. Este foi o resultado que o Google Maps me apresentou (A: origem, B: destino).
Agora vamos comparar.
Fazer o quê? Voltei, e andei. Muito.
Segundo cálculos aproximados e aprofundados na exata proporção em que o trauma da experiência permite, devo ter andado uns 6km além do estritamente necessário. Mas aprendi uma lição importante:
Sabe a tiazinha varrendo a calçada, ou o tiozinho na esquina? Nenhum deles é bilionário, tampouco ambiciona indexar todo o conteúdo do mundo, mas podem te indicar o caminho certo com muito mais competência que o Google.E o #Maps? No more...
Promoção Bombom Natal Nokia
Sábado passado comprei um Nokia N73 nas Lojas Americanas, porém, a maldita da vendedora da Oi não me disse nada sobre promoção alguma, fiquei sabendo meio que por acaso, zapeando na net. Mas não guardo rancores.
Levantei hoje as 7 da manhã em pleno recesso no trabalho e fui esperar o "busão", incentivado por minha mãe que dizia: "Meu filho, são $70, vai desperdiçar assim?". Não, não iria. Tudo bem o "busão" ter atrasado 35 minutos, tudo bem ter pego um total de 120km de estrada (ida e volta), tudo bem ter gasto R$20,95 com passagens e alimentação, tudo bem por Presidente Prudente estar tão quente como sempre, tudo bem.
Foi um pouco difícil encontrar a loja da Kopenhagen no shopping, ela encolheu com os anos, num estranho contraste com a rede Cacau Show, que tem hoje 3 unidades por aqui, lojas 2 vezes maiores e com 3 vezes mais atendentes. E sim, a Cacau Show estava mais movimentada.
Bom, entrei na loja que fica na alameda Daslu, ( Kopenhagen, Carmen Steffens, Adidas, Levi's, não me recordo se necessariamente nesta ordem), a atendente alinhada como uma aeromoça me atendeu com um sorriso no rosto, que desapareceu logo que disse que estava ali por causa da promoção da Nokia. Não sei se foi imaginação minha ou ela me olhou dos pés a cabeça ( agora me pergunto se ela não olhou para a caixa registradora com o canto do olho), imagino que tenha pensado "Um caça-brindes". Se ela tivesse pensado alto teria respondido "Acertou minha senhora" na boa, sem neuras ou stress.
Depois de ela me explicar a promoção parecendo uma atendente de telemarketing, me disse que eu poderia ficar à vontade e escolher. Eu não presto. Me lembrei no ato do desânimo causado pela minha presença se dever à promoção, lancei algumas inocentes palavras no ar: "Caso queira, posso escolher mais produtos e complementar o valor?". Há! Vai sorrir assim no Tibet! Se 3/4 da Terra é composto de água 4/3 do rosto daquela mulher era um sorriso de "aumentar-se-à minha comissão", ela inclusive chamou uma outra vendedora para que me mostrasse os produtos. Eita falsidade!
Feliz com meu sarcasmo, passei a escolher meus produtos, auxiliado pela outra vendedora. Não demorei muito, tinha que pegar o "busão" de volta. Optei por uma caixa Special com 12 unidades (3 deles derreteram sob o sol prudentino) e um panettone. Coisa muito, mas muito boa mesmo, é preciso dizer.
Foi um dia diferente, em que extrapolei meus limites, tá certo que faço Ciências Contábeis, mas tinha que ser tão Scrooge assim, e sofrer tanto por R$70? É como dizem, vivendo e aprendendo, nem sempre entendendo.
Ponto pra Nokia. Ponto pra Kopenhagen. Aqui você vê o regulamento da promoção.