A Vanessa, do Mãe é Tudo Igual, propôs esta blogagem coletiva para tratar de um dos assuntos mais urgentes da atualidade: o bullying. Segundo a Wikipédia, Bullying é “um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender.”
Chega de Bullying
A Copa do Mundo é nossa?
BC - Minha cena de novela favorita
Donatella, por motivos que demoraria horrores explicar aqui, "sequestra" Flora e segue com ela para um lugar ermo. No caminho, tortura Flora - naquele tempo eu ainda acreditava piamente que ela era a vítima - dizendo que ela cantava muito melhor, que a outra era medros e etc. Até que Donatela manda Flora - que estava dirigindo o carro - parar. Daqui segue a cena:
BC - Meu primeiro amigo virtual
BC – Vamos viajar no tempo?
O blog Vidas Linha da Mylla Galvão está comemorando seu prieiro aniversário, e ela, para comemorar, propôs uma blogagem coletiva com o intrigante tema “Vamos viajar no tempo?”.
Se pudesse viajar no tempo, com certeza voltaria a 1996, meu melhor ano no colégio.
Em diversos aspectos foi um ano especial, tinha bons amigos que se mudaram no fim do ano, deixando uma lacuna que custou até ser preenchida, tinha uma boa professora e meu irmão ganhou um Super Nintendo. Também iniciei uma coleção de tiras de jornal com mais três amigos, mas as coisas não foram muito bem e a “sociedade” foi desmanchada. Fazer o quê, essas coisas sempre trazem brigas e desavenças.
Me lembro bem que durante este ano a professora – estava na 4ª série do primário – montou um cantinho da leitura no canto da sala, bem no “V” da parede, que levou alguns dias para ficar pronto e contou com a colaboração de todos, cortando figuras, bandeiras, letras, pintando desenhos e tendo mil idéias um tanto quanto difíceis de se executar. Logo na “inauguração” uma desavença, ninguém ali sabia que no cantinho da leitura não se podia contar piadas. É vivendo e aprendendo.
1996 também me marcou por ser ano político, e, principalmente, por ser o ano no qual aprendi o quanto a política pode ser injusta. Resumindo a ópera, “nosso” candidato foi derrotado e o vencedor fez questão de se vingar – isso acontece muito em cidades pequenas – tanto que meu pai, que era funcionário público, teve de arrumar mais um emprego para dar conta do recado.
Mas no todo foi um ano feliz, e me lembro dele com o peito carregado de saudades. Como era bom ser criança….
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À Mylla meus parabéns, e muitos e muitos anos de vida ao Vidas Linha!
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BC – E meu Oscar vai para…Menina de Ouro
- Melhor Filme
- Melhor Direção – Clint Eastwood
- Melhor Ator Coadjuvante – Morgan Freeman
- Melhor Atriz – Hillary Swank
BC – Como transformar nosso planeta num mundo melhor
Que a coisa está feia ninguém pode negar. Estamos vivendo um tempo de extremos, onde o meio termo não existe ou nada significa. Ou é calor ou é frio. Ou somos bons ou maus. Ou colaboramos para criar um mundo melhor ou assistimos tudo de braços cruzados.
Não existe um meio termo pois ele nada ajudaria a mudar a situação. Ninguém pode se comprometer “só um pouco”, ou fazer meia boa ação. Ou se faz ou se fica parado assistindo e sendo atingido pelas consequências.
Muito se fala de que nós, seres humanos não temos consciência do que está acontecendo; discordo completamente, temos total consciência, pois somente se fôssemos homericamente imbecis é que ainda não saberíamos de nada. O argumento do eu não sabia não é mais válido. Todos sabemos, mas será que fazemos alguma coisa para mudar este quadro? Será que estamos fazendo o suficiente para anular interferências que datam de milhares de anos? E, principalmente, será que estamos dispostos a abrir mão de tudo o que a modernidade nos proporcionou, a um preço, muitas vezes, alto demais?
Dizem que devemos transformar o planeta, mas, sinceramente, creio que seja uma tarefa quase impossível num mundo onde só se pensa no lucro, na vantagem e em rendimentos. Já o modificamos demais ao nosso bel prazer, agora estamos colhendo tudo o que foi plantado. Também dizem que uma boa saída é conscientizar. Eu pergunto a quem? A quem já está consciente de tudo o que está acontecendo?
Se fazer nossa parte nos conforta, então é o que deve ser feito. Mude seu mundo e talvez inspire alguém a fazer o mesmo. Não adianta forçar mudanças hercúleas, temos que mudar a nós mesmos e aos poucos que nos rodeiam. Talvez assim possamos vencer uma batalha que a muito parece perdida.
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Este texto faz parte da Blogagem Coletiva proposta pela Andréia, do Devaneios do Cotidiano, em comemoração ao aniversário do blog. Temo que ela tenha fugido um pouco do tema e ficado um tanto quanto pessimista, mas, no fim, é o que penso.
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E à Andréia, parabéns pelo aniversário do blog!
[Re] O Carnaval e eu
A idéia é falar sobre coisas ou fatos que aconteceram no Carnaval. Bem ou mal, todo mundo tem uma história de Carnaval.
Nunca fui fã de Carnaval. Por aqui, nos 3 ou 4 dias de festa tocam axé, pagode e sertanejo, ou seja, tudo o que eu não gosto. De uns tempos pra cá também estão tocando funk, mas, por mais que me esforce, não consigo me imaginar dançando o créu sem um generoso sentimento de ridículo.
Em cidade pequena festas como estas dependem diretamente da prefeitura municipal, se não há verba, não há festa, simples assim. Pra minha felicidade, quase sempre não há verba, então...bem, então resta assistir aos desfiles pela Globo, o que é bom, pois é uma festa pra gringo ver, mais organizada, bonita e eróticamente competente :P
Tenho duas lembranças distintas de festas de Carnaval que participei. Na mais antiga devia ter uns cinco anos de idade, e minha mãe me fez ir a uma matinê, debaixo de um sol dos infernos usando um ridículo chapéu de plástico amarelo com uma pena enfiada numa fita.
Claro que foi o que aconteceu. Sai meio que voando meio que me debatendo pelo chão até parar uns metros à frente, duvido que meus companheiros de corrente tenham percebido alguma coisa, aliás quase ninguém percebeu, a não ser quando outras três correntes foram ao chão depois de me pisotear. Não me lembro quem me ajudou a levantar e me levou pra casa, minha última lembrança é ver o garoto que mais me olhou torto por causa do chapéu estar dançando com o meu chapéu enfiado na cabeça; e o Silvio Santos ainda mandava a ver na cantoria com seu coração corintiano.
A segunda lembrança é um pouco melhor. Tinha 19 anos e quase me acabei de pular e beber numa festa de Carnaval, mas não, eu não estava comemorando o Carnaval, estava comemorando minha aprovação no vestibular da Unesp, uma coisa inesperada para quem apenas estudou em casa, ainda mais para quem só estudou geografia e história. Naquele ano, era 2005, tive motivos para comemorar, estava aprovado numa excelente universidade, e no curso de meus sonhos: Biblioteconomia.
Que eu me lembre, nunca antes tinha dançado ou bebido tanto, e poucas vezes estive tão feliz. Recebi uma avalanche de felicitações, de "você merece" ou "eu já sabia", e de velhos professores dizendo "eu fui professor dele", ao que a diretora da escola na qual sempre estudei (ela também minha ex professora) completava "e sempre estudou na nossa escola". Naquele ano me juntei a meu irmão, graduando em Física na Unesp, e minhas primas, uma graduada em Pedagogia na Unesp e mestranda na Unicamp, a outra graduada em Geografia na Unesp e mestranda na USP (as duas irmãs), e passei também, a ser uma espécie de atestado da qualidade do ensino público daqui. E, claro, naquele Carnaval também tiveram as cervejas grátis. Mas não passou disso, ou pelo menos o que posso contar aqui não passou disso.
Este foi um bom Carnaval como pano de fundo para a comemoração de uma realização pessoal, pena que não tenha durado tanto. Um mês depois adoeci, pensei que fosse morrer e de todos os cantos vinham parentes me visitar (acho que eles pensavam que sua visita era um tipo de extrema unção), e pra Biblioteconomia tive de dizer adeus.
Infelizmente não ficaram registros nem de A nem de B, nenhuma foto, nada. Só lembranças. Mas já é o suficiente. Ao menos para mim.
Este ano não teremos Carnaval por aqui, pois é, não teremos verba. Mas pra quem vai curtir a folia em algum lugar, peço juízo, e lembrem-se, pior que se separar do amor de verão é a gravidez pós Carnaval.
Meu amigo secreto
Blog Action Day 2009
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Mais participantes do Blog Action Day 2009 aqui.
Agatha Christie
Hoje, além de se comemorar o dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, também se comemora o aniversário de um dos maiores escritores de nosso país, Fernando Sabino. Não por acaso, a Vanessa, do Fio de Ariadne, propôs uma blogagem coletiva na qual cada um escreveria um pouco sobre seu autor preferido. Mentalmente, tive que fazer uma pequena lista, na qual grandes nomes figuraram, para decidir sobre quem deveria escrever, uma vez que vários autores me cativaram de alguma forma e seriam merecedores da homenagem, então demorou um pouco até que decidisse por Agatha Christie.
“Nascida Agatha Mary Clarissa Miller em 15 de Setembro de 1890, Agatha Christie é conhecida pelo mundo como a Rainha do Crime. Os seus livros venderam mais de um bilhão de cópias em inglês, além de outro bilhão em línguas estrangeiras. Autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Agatha foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino. (…) Em 1971 recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico. Agatha Christie morreu em 12 de janeiro de 1976, aos 85 anos de idade, de causas naturais, em sua residência - Winterbrook, em Wallingford, Oxfordshire”. Wikipédia.pt
Foi estranho o modo como conheci Agatha Christie. Estava escolhendo um livro na biblioteca da escola – ou muito me engano ou devia ser o ano de 98 – e me deparei com “Sócios no Crime”. Não sei explicar direito, mas às vezes tenho a impressão de ter, de antemão, conhecimento de algo que ainda não conheço. Confuso? É sim, mas já aconteceu algumas vezes, e sempre com algo que depois passei a admirar ou gostar muito: Bob Dylan, Júlio Verne, Agatha Christie, entre outros. É como se esses nomes ou coisas fossem tão fortes e presentes que sempre tive ciência de suas existências. Mas não importa – ao menos não agora.
Acabei levando Sócios do Crime para casa e o li em dois dias. Depois me tornei um leitor compulsivo, e não demorou muito para esgotar todas as possibilidades que tinha na pequena biblioteca da escola, tendo como companheiros de toda tarde Tommy e Tupence Beresford, Miss Marple e Poirot, saboreando suas aventuras no aconchego do meu quarto.
Nenhum livro me impressionou tanto quanto O Caso dos Dez Negrinhos – que se chamava assim na época que o li, mas me parece que mudaram seu título por alguns o considerarem politicamente incorreto. Juro que, enquanto o lia, mudei minha cama para o canto do quarto e passei a dormir com as costas na parede e de olho na porta. Normal, se se considerar que todo mundo no livro começou a morrer e nem sinal do assassino. Sem dúvida é meu livro preferido de Agatha Christie, e o efeito que teve sobre mim se manteve o mesmo nas segunda e terceira leitura.
Por falar nisso, se os livro de Christie possuem um problema é o do replay. Como todo livro de suspense e/ou policial o prazer da segunda leitura é quase que completamente minado pela eliminação do fator surpresa. Saber o desfecho de antemão não torna uma obra pior, mas faz com que se perca um pouco do sabor que somente os livros deste gênero tem. Atribuem a Eugênio Mohallem a seguinte frase: “No Líbano, os livros são lidos de trás para frente. É por isso que Agatha Christie não vende nada por lá”. A grosso modo faz sentido, até se se considerar que uma segunda leitura sempre começa pelo término de uma primeira. Mesmo assim reli quase tudo de Agatha Christie que me passou pelas mãos, e mesmo já sabendo o final e tudo o que aconteceria, saboreei cada página, cada momento de suspense e cada clímax antes da revelação final.
Calculo que tudo que li não corresponde nem a 40% do que a autora escreveu – cerca de 100 livros – portanto minha dívida é grande. Mas sempre é tempo de por as células cinzentas para funcionar e acompanhar uma obra da Rainha do Crime. E, claro, se surpreender.
BC - Como você escolhe seus amigos?
Em algum lugar, vi ou ouvi, não me recordo, que amizade é um caso de amor. Concordo. Muito me ofendi no lugar de amigos, fiquei triste e preocupado por que assim se sentiam, e feliz da mesma forma. Se os amo? Sim, alguns mais outros menos, uns são mais difiíceis de compreender - e aí entra a fina arte de ser amigo; outros prestimosos, que te conhecem tanto que são capazes de te compreender apenas pelo olhar.
Vida de Escritor
Uma experiência marcante
A Mylla Galvão, que escreve nos blogs Idéias de Milene, Minhas Memórias de Infância, Lua Imaginada e Vidas Linha, sugeriu uma blogagem coletiva em comemoração aos 6 meses de aniversário do blog Vidas Linha. O tema proposto foi “Uma experiência marcante em minha vida”. Um tema que com certeza rende muitas histórias, se a pessoa se sentir confortável para contar; e dar, com isso, uma mostra de amizade.
A experiência marcante que vou contar aconteceu no ano passado, que na verdade foi um período de bons e péssimos acontecimentos num intervalo muito curto.
No final de 2007 prestei concurso para uma vaga na prefeitura daqui, não tinha muitas esperanças por achar que essas coisas são manjadas, e que, desde o início, existem os “donos da vaga”. Para minha surpresa, fui aprovado e convocado para começar a trabalhar em abril do ano passado. Para quem não tinha muitas esperanças foi uma onda de euforia.
Tudo ia bem. Até que, menos de quinze dias depois de começar a trabalhar meu pai faleceu, repentinamente, aos 52 anos. O chão cedeu, o céu caiu e o futuro ficou tão negro quanto a mais escura das noites nubladas.
Ninguém em sã consciência pensa em perder os pais, ou em como será quando isso acontecer. Mesmo católico, e depois de já ter ouvido inúmeras vezes o sermão da vida eterna, quando uma coisa desse porte acontece você se esquece de tudo, e passa a duvidar de tudo também. Eu duvidei de muitas coisas e formulei o tradicional questionamento digno de novela mexicana: “Por que?”
O mais triste é que tudo aconteceu quando as coisas estavam começando a melhorar em casa. Meu pai se sacrificou o quanto pode para manter a mim e meus irmãos estudando, mesmo tendo que trabalhar dois períodos, e, em muitos sentidos, foi um exemplo de homem – e meu Monteiro Lobato. Seria mais do que justo que ele desfrutasse dos benefícios que surgiam num horizonte próximo. Porém poucas coisas são como queremos, e há experiências pelas quais, infelizmente, temos que passar.
Depois de tudo pelo que passamos, aprendi que o tempo, que de um lado nos aflige, também nos conforta, permitindo seguir em frente.
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Aqui você pode ver a lista de blogs que também participam desta blogagem.
Leitura Coletiva – O Homem Nu
A Leitura Coletiva é um projeto conjunto do James, do Minha Literatura Agora, e da Vanessa, do Fio de Ariadne. A idéia principal da coletiva é que se releia, ou mesmo se tenha um primeiro contato, com quatro clássicos da nossa literatura:
- Missa do Galo, de Machado de Assis
- A Menor Mulher do Mundo, de Clarice Lispector
- O Homem Nu, de Fernando Sabino
- Os Noivos, de Nelson Rodrigues
O Homem Nu talvez seja a crônica mais conhecida de Fernando Sabino, um mineiro que começou cedo na arte de escrever e ao longo da vida alçou seu nome ao patamar dos gigantes, como Drummond, Dinah Silveira de Queiroz, Paulo Mendes Campos, entre outros, sendo merecidamente reconhecido como um dos maiores cronistas deste país, e foi lançada originalmente em 1960, no livro homônimo, pela Editora do Autor.
Nesta crônica, acompanhamos uma manhã na vida de um homem que, através de uma sucessão de inconvenientes acontecimentos, se vê preso do lado de fora de seu apartamento, e, como se isso já não fosse vexatório o bastante, completamente nu. É quase inacreditável como tudo se conecta para dar errado, como tudo conspira contra o pobre, e como o próprio colheu tão somente o que plantou.
Tudo tem seu começo logo ao amanhecer, quando ele propõe à mulher que não atendam ao sujeito que vem cobrar a prestação da televisão, pois se esqueceu de pegar o dinheiro na cidade. Logo em seguida, ele tira a roupa e vai tomar um banho, mas sua mulher já está ocupando o banheiro, então decide fazer um café. Quando sai para apanhar o pão, que o padeiro deixou do lado de fora, cheio de dedos para não ser pego nu, a porta bate impulsionada pelo vento, e nada de abrir. Ele fica preso, do lado de fora da própria casa. E nu.
É claro que ele chama pela mulher, mas ela não responde, pois ele mesmo combinara com ela para que ficassem quietos e não atendessem ao cobrador, então começam os verdadeiros apuros, com vizinhos e empregados subindo e descendo pelo prédio, e ele se escondendo como bem pode, até que sua vizinha da frente, uma senhora idosa, o surpreende, mas o confunde achando que é o padeiro, e alarma todos os moradores, até mesmo aciona a polícia.Só então, depois de toda barulheira, e com os vizinhos correndo para ver o que se passava, é que sua mulher abre a porta, e o “salva” da situação.
É uma crônica bem ao estilo de Fernando Sabino, conta uma situação cotidiana repleta de humor, e que, indiscutivelmente, pode acontecer com qualquer um – ou ao menos com alguém bem azarado.
O Homem Nu foi adaptado para o cinema em 1968, dirigido por Roberto Santos, com roteiro do próprio Fernando Sabino – a se todas as obras fossem adaptadas para o cinema por seus autores – juntamente com Roberto. Em 1997 foi feita uma refilmagem, dirigida por Hugo Carvana. Ambas valem a pena.
E como miséria pouca é bobagem, já dentro de casa, devidamente vestido, a campainha soa. “ Deve ser a polícia”, ele diz, e vai atender.
Era o cobrador da televisão.
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A Mylla Galvão, do blog Idéias de Milene, também está falando sobre “O homem nu”, leia aqui. Assim como o Mauri Boffil, do blog A Katana de Bambu. Leia aqui.
Já participaram da Leitura Coletiva:
A Missa do Galo – Machado de Assis
A menor mulher do mundo – Clarce Lispector
- Umbigo do sonho
- Minha Literatura Agora
- CD-Lado B (o post foi publicado no Fio de Ariadne)
Por que tenho um blog?

A princípio poderia dizer que por terapia, apesar de não fazer tanto sentido assim, ou talvez faça. Não sei.
Comecei a escrever num blog pouco depois que meu pai faleceu, exatamente no dia 5 de agosto, segundo um back-up que tenho. Era um post simples, falando sobre minha gastrite, que me atormentava naqueles dias, postado num blog iniciante, sem rumo, sem nada. Escrevia sobre um monte de coisas várias vezes ao dia, o que comprometia seriamente a qualidade já bastante questionável dos posts.
A dúvida se foi ou não por terapia se explica: Não foi um fato pensado, mas, apesar da qualidade questionável do material publicado, mostrou-se uma boa válvula de escape, uma vez que, concentrado em escrever aquelas pérolas, abstraía-me dos demais assuntos. Era uma boa alternativa para fazer passar mais rapidamente um "tempo" que me era quase insuportável.
A partir de então tomei gosto. Criei e abandonei quase uma dúzia de blogs, a maioria deles aqui no Blogger mesmo, apesar de também ter me arriscado no Wordpress. Foi um longo caminho até encontrar o formato que me agradou e me fez criar raízes, que é este Gule Anda, meu humilde blog de nome estranho (e comprovadamente uma péssima escolha de nome quando se trata de SEO). E estou feliz por aqui, mesmo não postando com tanta frequência.
Além deste estou me arriscando no Crônicas da Montanha da Neblina (nomes de blog, confesso, não são meu forte), com algumas crônicas sobre um lugar ímpar, que ainda será desvendado. O projeto está bem verde, e estou trabalhando nele com calma, só escrevendo quando realmente bate aquela vontade. Espero que algo bom surja de lá.
Outros blogueiros e blogueiras também atenderam à Vanessa e contaram por que têm um blog. Veja quem aqui.
Imagem: Fio de Ariadne
Blogagem Coletiva - Dia Internacional de Combate às Drogas
"apresentar uma série de textos que contribuam para a discussão em voga hoje que engloba a legalização das drogas, descriminalização do usuário, conflito ético-moral, as drogas são problema mais pertinente à segurança ou à saúde pública, prevenção, repressão, redução de danos ou abstinência (como diretrizes de tratamento). O uso de drogas é uma escolha? O dependente químico faz parte de uma minoria social ou é um doente crônico?"

As drogas são um problema recorrente na maioria das sociedades urbanas - existem relatos de serem consumidas substâncias alucinógenas que causam dependência até mesmo por povos pré-astecas - atingindo tanto as camadas mais ricas quanto as mais pobres, que sofrem mais por fazerem uso de drogas mais pesadas (e baratas) e não terem condições de procurarem e/ou custearem tratamento adequado.
Muito se discute sobre a legalização do consumo de drogas, que teria como um dos objetivos principais proporcionar ao governo um modo de exercer um maior controle sobre a circulação de narcóticos - e por tabela arrecadar com isso - mas sinceramente não vejo como isso pode acabar com o problema.
Ao meu ver, um ponto crucial na discussão não é a legalidade de se usar ou não drogas, mas sim os efeitos que causam no organismo do usuário. Sendo prático, pouco me importa onde determinada pessoa consegue e consome drogas, o que mais me preocupa é o que uma pessoa entorpecida, alucinada e consequentemente fora de si é capaz de fazer e até onde pode responder pelos seus atos.
Uma lei que aprove ou não a legalidade do uso de drogas não diminui o impacto causado por estas substâncias, que creio é o ponto chave da questão.
Em contrapartida, e em grande parte contradizendo meus próprios preceitos, sou a favor da desmarginalização do usuário viciado, como diria meu falecido avô, não se mata um formigueiro acabando com as operárias, mas sim com a rainha. O combate ao crime deve atingir a cúpula da estrutura de distribuição das drogas, não o simples usuário, que é pego com três pedras de crack, mas sim o traficante que tem centenas, talvez milhares de quilos de substâncias ilegais circulando por aí.
Uma política pública que se empenhasse em tratar os dependentes e colocar os traficantes atrás das grades seria o ideal. Mas é um pouco forçado esperar uma política pública ideal. Há muito mais do que se fala ou especula. Talvez por isso, até hoje, este problema seja tratado como crônico.
Leia as postagens dos outros participantes. Links aqui.
Fontes: aqui e aqui.
Blogagem Coletiva – Solta o Som
Sempre gostei de música, e, por muito tempo, fui direta e completamente influenciado por meu irmão mais velho, até que, lá pelos 15 ou 16 anos, segui meus próprios rumos, se bem que na direção que me havia sido por ele mostrada.
Do Who's Next gostei logo de cara, é um dos melhores álbuns do The Who e da música de todos os tempos, clássicos como Baba O'Riley, Behind Blue Eyes (que foi emporcalhado pelo Limp Bizkit), Won't Get Folled Again fazem a trilha sonora de qualquer fã de rock mais exigente, ainda mais se somado à energia de My Wife que narra o sofrimento pelo qual milhares e milhares de homens passam a cada fim de semana. Solta o som
Esta é uma máxima que, provavelmente, é conhecida por todos, apesar de grande parte deste todo ignorá-la sem relutância quando o gosto de outra pessoa não é consonante com o seu. Se todos sabemos que gosto não se discute - pelo bem da amizade, assim como política, futebol e religião - por quê insistimos em questionar o gosto alheio? Qual a finalidade de ficarmos pensando por que raios nosso melhor amigo torce para o time adversário? Ou vota na esquerda? Simples, ou quase: por que desejamos que o nosso gosto particular seja o apropriado, o correto, o digno de nota em contrapartida ao que é a aberração do gosto alheio. Ou assim se pensa.

Mas esta blogagem coletiva nada tem com isso e muito menos é o que tenciona por em pauta.
O motivo é muito menos mesquinho e mais louvável. Não se quer discutir o por que de você ouvir tal estilo enquanto o outro é mais adequado, civilizado, dançante ou sei lá o quê. Não. Se quer saber por quê você ouve este estilo e por que ele te "embala". A pergunta dá margem para os tipos mais variados de resposta, então é só por a imaginação pra funcionar e se esforçar para expressar como "a sua vida, como foi embalada por música?". Como diz a Vanessa, do Fio de Ariadne, que propôs a blogagem, "prepare um post respondendo à pergunta do blog da maneira que desejar. Vale contar uma ou várias histórias das canções que fazem parte de sua trilha sonora, colocá-las para tocar no blog, o que quiser. A trilha sonora é sua."
É a oportunidade perfeita para saber o que seu blogueiro favorito ouve, o que o embala enquanto escreve, e também de dividir com seus leitores o que toca no seu MP3.
Caso queira participar é só dar um pulo no Fio de Ariadne, no post de chamada para a blogagem.
Blogagem Coletiva - Dia Internacional de Combate às Drogas
Você é contra ou a favor da legalização da venda de drogas que,
hoje, são consideradas ilícitas?

"apresentar uma série de textos que contribuam para a discussão em voga hoje que engloba a legalização das drogas, descriminalização do usuário, conflito ético-moral, as drogas são problema mais pertinente à segurança ou à saúde pública, prevenção, repressão, redução de danos ou abstinência (como diretrizes de tratamento). O uso de drogas é uma escolha? O dependente químico faz parte de uma minoria social ou é um doente crônico?"






